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Terapêutica Tântrica: um Processo Disruptivo de Transformação Pessoal

A terapêutica tântrica é um termo que reúne as técnicas da massagem tântrica, da respiração consciente, das meditações ativas e dos exercícios vibracionais, com objetivos terapêuticos de promoção da saúde, autonomia, bem-estar, autoconhecimento e transformação pessoal. Aqui estamos falando de técnicas corporais, energéticas, meditativas e psicoemocionais, cuja idéia é possibilitar o despertar do corpo energético de natureza vibracional e pulsante, o que irá afetar positivamente a fisiologia, o sentir e a conexão espiritual.


Cada um destes quatro conjuntos de técnicas (massagem tântrica, respiração consciente, meditações ativas e exercícios vibracionais) por si só já possui uma amplitude suficiente para o uso no set terapêutico. No entanto, é na combinação deles que está o fator que cria o maior potencial de evolução de uma pessoa que busca esse tipo de percurso terapêutico, e que faz com que a terapêutica tântrica seja cada vez mais relevante no cenário das terapias integrativas.


O Tantra funciona como o saber milenar que inspira a arte e o comportamento em torno da terapêutica tântrica. O Tantra é um caminho de transformação com raízes em tradições desrrepressoras da experiência humana com as energias. A palavra tantra significa “expandir, ser livre, ser liberado”. Se quisermos ser realmente livres, autônomos e protagonistas da nossa existência, nossa relação com o sentir e com a sexualidade não deve ser reprimida; deve ser vivida em sua totalidade com alegria e sem culpa.


Para o Tantra a vida é um processo contínuo de criação, desde sejamos capazes de harmonizar as nossas diversas partes. O que é físico é espiritual, e o que é espiritual é físico. Se a consciência existe em minha mente, também existe em meu corpo. Se a energia existe em meu corpo, também existe em minha mente. Assim, surge a eliminação das dualidades como campos opostos: mente e corpo, certo e errado, bom e mau, matéria e espírito, masculino e feminino.


Porque essa inspiração no Tantra oferece oportunidades terapêuticas? Porque o ser humano está vivendo aquém do seu potencial energético. Nossa cultura é fortemente repressora: não devemos sentir medo, tristeza ou raiva, não podemos experimentar plenamente o prazer, não devemos nos desviar do “caminho certo”, não merecemos gozar plenamente dos nossos potenciais, e por aí vai. Com isso, alimentamos crenças como: o mundo é um lugar perigoso, o corpo é um lugar perigoso, devemos temer a Deus, a salvação irá acontecer apenas no reino dos céus, dentre outras.


Este caldo cultural marca fortemente a relação que estabelemos com o sentir e o pulsar. Se entendemos que não é correto sentir ou expressar o que estamos sentindo, inevitavelmente iremos encontrar algum mecanismo repressor para conter os fluxos energéticos associados a este sentir. Estes mecanismos são, principalmente, a contenção da respiração e o tensionamento de certos grupos musculares em nosso corpo. Ou seja, aprendemos a enrijecer o nosso mecanismo de pulsação, com vias de reprimir os fluxos de energia. O resultado: desenvolvemos neuroses – perturbações ao funcionamento do nosso corpo e mente.


Quais efeitos estas neuroses provocam? Os psicólogos dizem que “ser neurótico significa a pessoa reagir de uma forma “não normal” quando submetida a determinadas situações”.


Tome o exemplo das disfunções sexuais – anorgasmia, vaginismo, dispaurenia, ejaculação antecipada, ejaculação retardada, etc.. As disfunções sexuais são manifestações de um sistema que se afastou do seu funcionamento espontâneo e natural, e geralmente são motivadas por algum distúrbio de origem psíquica (ansiedade, estresse, frustração, emoções reprimidas, etc.). As crenças em torno da sexualidade funcionam como um dos elementos mais atuantes na origem das disfunções sexuais. Afinal, a maioria de nós, traz uma grande carga de culpa, vergonha e medo em torno da sexualidade – sem falar nos traumas severos ou não tão severos assim, mas igualmente danosos. Ou seja, crenças limitantes oriundas da repressão interferindo na maneira como nossos corpos “gerenciam” as experiências com a excitação, o prazer e a afetividade.


Pense também na repressão das emoções. A infância para a maioria de nós é marcada pela internalização de certos códigos ou regras de comportamento – meninos não choram, meninas não se sentam com as pernas abertas, “pare de gritar”, “engula esse choro”, “não precisa sentir medo”, “não grite comigo”, “engula essa comida”, “não faça isso, Deus vai te castigar”, etc. A criança não encontrará outro caminho a não ser reprimir a fonte daquilo que emergiu – medo, prazer, raiva, dor, alegria, etc.. Afinal, em seu nível de consciência infantil, a criança não é capaz de elaborar que a repressão apenas veio porque papai ou mamãe estão tensos, amedrontados, frustrados, ansiosos com uma crise conjugal, financeira ou qualquer outra ferida emocional que esteja aberta, e que, muitas vezes, a nossa simples presença pode funcionar como um “dedo que toca a ferida”.


A Terapêutica Tântrica oferece às pessoas a oportunidade de viver a experiência de serem livres, autônomos, sadios e insurgentes contra o que lhes reprimiu. Isso ocorre porque atuamos nos bloqueios que impedem os fluxos de energia. Como fazemos isso? Simples, provocamos a energia a se movimentar de maneiras não usuais para este padrão de corpo bloqueado. Assim, a própria energia é capaz de restaurar caminhos energéticos bloqueados, resgatando a pulsação e a vibração. Fazemos isso com os estímulos da massagem tântrica, com as técnicas de respiração consciente, com os exercícios vibracionais e com as meditações ativas. Assim, resgatando seu potencial energético e expressivo, as pessoas conseguem sair dos estados neuróticos, de onde a vida parece bloqueada, seguindo um único tipo de padrão que não se desenvolve, monótono, rotineiro.


O conceito básico da abordagem comportamental do Tantra é que cada ser humano é divino, mesmo quando ainda manifesta graus de não realização de seu potencial. Ainda, cada ser humano está em constante processo de criação, ou seja, ningúem está pronto, o que abre caminho para resignificar aquilo que não dialoga com a nossa verdade interior, mas que está sendo perpetuado por nossas crenças imaturas e pelas neuroses carregadas sob a forma de tensão e bloqueios energéticos.


Terapeuta tântrico é uma pessoa que escolheu percorrer estes percursos de transformação. São pessoas disruptivas, pois romperam de maneira corajosa com paradigmas já estabelecidos e criaram soluções inovadoras para melhorar e transformar a sua vida e de outras pessoas! Portanto, desconfie bastante de quem se coloca como terapeuta tântrico, mas que não trilhou o caminho da terapêutica tântrica, tendo feito apenas cursos técnicos para aplicar massagem no corpo de alguém. Terapêutica tântrica toca – literalmente – em temas sérios, complexos e delicados da experiência humana.


Formação em Terapêutica Tântrica e Sexualidade Consciente – Kaya Terapias – Belo Horizonte


Texto escrito por Shantideva (Osmar Vieira)


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